41 – Reino Turshec: O Reino Branco

O maior e mais bem sucedido reino de Faralchar, Turshec ganhou o nome do seu primeiro rei, este que foi o primeiro a rebelar-se contra a barbárie do início da Segunda Era. O Reino Branco é conhecido também pela sua tropa de elite, os Cavaleiros Brancos que são o orgulho nacional e uma das organizações mais bem sucedidas existentes.

História

Yarnir Turshec era apenas um cavaleiro treinado para proteger um pequeno vilarejo no início da Segunda Era (por volta do ano 880 2ª Era). O vilarejo, que mais tarde se tornaria Fardon, era constantemente atacado e Yarnir sabia que apenas rechaçar os bárbaros não seria suficiente. Por isso ele juntou e treinou combatentes de toda a região para que eles pudessem finalmente exterminar ou expulsar os bárbaros. A estratégia de união do cavaleiro funcionou e, durante vinte anos, Turshec e todos os seus seguidores percorreram boa parte do Sudoeste de Faralchar libertando os vilarejos dos ataques bárbaros. Mas isso ainda não foi suficiente. Em 899 uma guerra generalizada eclodiu entre as vilas livres pelo confronto territorial. Uma vez livres, as vilas estavam muito desorganizadas e qualquer mal entendido gerava matança. Antes que as épocas bárbaras pudessem voltar Yarnir novamente entrou em cena. Dessa vez, ele chamou a si mesmo e seus homens de Cavaleiros Brancos, ou Exército da União. Eles novamente percorreram as redondezas para unir o povo sob uma só bandeira. Depois de quase oito anos de guerras e eventos diplomáticos, Turshec foi finalmente coroado Rei em 907 e as terras do Sudoeste de Faralchar foram nomeadas de Reino Turshec em homenagem ao cavaleiro e também conhecidas como Reino Branco devido ao seu exército de união. Yarnir reinou por apenas onze anos antes que uma doença o levasse. Seu filho Tárion I assumiu o trono (em 918) e foi sob sua liderança que o Reino Branco teve o início de sua glória. Tárion tinha muitos bons conselheiros a sua volta e dividiu o reino em feudos, descentralizando o poder e permitindo que bons homens indicados pelo próprio rei tivessem liberdade quase total em suas terras comandadas. Turshec também foi um reino abençoado pela sorte. Por muitos anos, o reino não teve nenhum grande acontecimento negativo, só havia crescimento a vista. Infelizmente, um milênio depois, Turshec se tornou alvo da Vingança da Deusa das Sombras e também da intervenção de outros deuses, mas isso de maneira nenhuma impediu o crescimento do reino e até hoje Turshec é o reino mais bem desenvolvido na maioria das áreas. Mesmo depois da invasão diabólica o Reino Branco não caiu e essa é a prova suficiente de que Turshec é o reino que mais gera orgulho em seus habitantes.

Política

O Reino Branco vive sob a Monarquia hereditária. Entretanto, o Reino é divido em feudos comandados por governadores indicados pelo rei. O exército também tem papel importante na hierarquia e os generais das divisões dos Cavaleiros Brancos (que não são sempre cavaleiros per se) têm maior poder político do que os próprios governadores. Depois dos Governadores, existem os prefeitos e líderes de comunidades que são escolhidos geralmente pelo povo e têm poder de mudar algumas leis dentro da sua cidade.

Lei

O código de leis de Turshec vem desde a época de Tárion I e isso geralmente funciona bem. Os julgamentos são feitos por clérigos de Hurst ou por pessoas indicadas pelo Governador. A única pessoa que tem direito de revogar ou alterar um julgamento dessas pessoas é o próprio Rei. Uma lei importante e exótica é uma das mais antigas do reino: todo homem que assassinar um camponês e tomar seus pertences é considerado um bárbaro e deve ser executado imediatamente. As penas de morte são comuns em Turshec, o que desestimula atividades ilegais (o que por outro lado incentiva as organizações criminosas; assim como Turshec é conhecido por ter o mais bem treinado exército do mundo, também é conhecido por abrigar as organizações criminosas mais eficientes e sutis).

Economia

Como a maioria dos reinos mais desenvolvidos de Faralchar, o maior lucro de Faralchar vem do comércio. Outros setores secundários seriam a agricultura e a extração de minerais. Todos os habitantes de Turshec devem pagar seus impostos que geralmente são calculados a partir de 10% de todos os lucros do cidadão. Já existe também, alguns esquemas de crédito bastante primitivos e eles dão muito trabalho para as autoridades fiscais e de segurança. As ferramentas monetárias são as comuns (moedas de ouro, prata, etc).

Idiomas

O idioma primário de Turshec é o Comum, a maioria dos idiomas anteriores se perdeu na história. Alguns idiomas que podem ser aprendidos no Reino Branco é o élfico, o anão e os idiomas dos reinos vizinhos. Como na Primeira Era o sudoeste de Hyralfen era dominado por Valmer, algumas expressões estranhas datam daquela época: “Você é um porco com asas”, essa é uma expressão ofensiva que lembra os Nalfeshnee.

População

A maioria da população do Reino Branco é constituída de humanos. Elfos e anões vêm logo em seguida e estes geralmente não nasceram no reino. Existe um preconceito gigantesco contra orcs e meio-orcs provinda das épocas bárbaras. Outras raças são geralmente tratadas com curiosidade e/ou medo.

Lendas

A lenda de Enyus é com certeza a mais contada (o cavaleiro que se voltou contra o rei e quase dizimou o Reino Branco com uma horda abissal, em algumas versões, o rein Tárion III matou Enyus a custo de sua própria vida). Outra lenda interessante é a do deserto Sin-Ol (o maior deserto de Hyralfen que uma parte no norte de Turshec): diz-se que o deserto tem vontade própria e existe uma múmia que é seu governante e que esse morto-vivo retornará um dia para dominar todo o continente e transformá-lo em um imenso deserto quente. Ainda, diz-se que nas montanhas do Sudeste do reino existe uma sociedade de águias gigantes inteligentes e ainda que no próprio Lago Númel exista uma civilização de criaturas fantásticas intocadas pelas criaturas da superfície.

Locais Importantes

Fardon é a capital do Reino e também a maior cidade de Faralchar localizada no plano material. Fardon é uma cidade de comércio pesado e morada de muitos nobres. Nela também estão localizadas muitas das organizações importantes, como a sede principal dos Templos de Hurst, Hartol e Tullï, sem contar nas academias arcanas como a Academia da Runa Áurea fundada por um dos heróis da Última Guerra Sombria, Theros Glannath. Ainda existe a Torre de Ermaras ao sul do reino. A Torre é quase um pedaço irreal na paisagem de Turshec, seus jardins sempre florescem as flores mais raras e sua extensão interna é muito maior que a externa. Na Torre da deusa da magia, fica a sumo-sacerdotiza da Magia, esta que dizem ter poderes divinos. A Torre de Ermaras é o maior ponto de encontro de mágicos e criaturas místicas e, ao contrário das academias de Fardon, a exploração da torre e dos livros é gratuita. Sem mencionar que o palácio do rei fica na cidade capital.

Religião

Turshec é o reino com o maior número de religiões e, portanto, não existe uma religião favorita, mesmo que os seguidores de Tullï tentem discordar. Praticamente todas as religiões de divindades/entidades boas e neutras são aceitas e não existe crime puramente religioso como em outras regiões do mundo.

Curiosidades

O rei de Turshec é sempre treinado nas artes do combate e estratégia e recebe junto da coroa a Lâmina Branca. No Salão do Rei armas são extremamente proibidas assim como o porte da Lâmina Branca fora de guerras. Um governante ou líder de cidade pode submeter-se a uma punição no lugar de seu súdito, mesmo que a punição seja a morte. Existe uma divisão dos Cavaleiros Brancos que são escolhidos a dedo pelos sumo-sacerdotes de Hurst e Hartol que são encarregados de vigiar o exército, são os Cavaleiros Dourados. O rei possui uma tropa especial encarregada de sua própria proteção, a Guarda Real, esse é o posto mais alto que um soldado pode chegar e o mais recompensador também; a tropa é formada de apenas dez dos mais habilidosos homens de Turshec e eles sempre têm um mago e dois clérigos (servos de Hurst e Tullï) junto deles; São as 13 pessoas mais habilidosas do reino.

Geografia

Turshec é um reino composto basicamente por planícies. A capital Fardon fica na planície central (Planície Branca), às margens de um afluente do Grande Rio (que cruza o reino de leste a oeste) e do lago Númel. O Númel é o único exemplar de grande lago no Reino Branco e um rio parte dele e se encontra com o Grande Rio. De Fardon caminhando para o norte, encontrar-se-ão as montanhas do norte e as colinas do deserto. Entre as colinas e as montanhas encontra-se a cidade de Kithan. Mais ao norte ainda, tem-se o deserto de Sin-Ol ao leste e a floresta do norte (dentro dela encontram-se as cidades de Armö e Surmö). No extremo sudeste de Turshek encontram-se as montanhas das águias e o vale Arthor que é a última cidade antes do Reino das Flores Negras ao leste. Dali caminhando para o Oeste, fica a floresta de Salumä, algumas formações montanhosas esparsas e a maioria dos afluentes do Grande Rio. Mais à oestre, encontram-se as colinas de Ócrin ao sul e a Torre de Ermaras mais ao centro. Caminhando ainda mais na direção do sol poente, encontra-se a floresta Arl. Na foz do Grande Rio está a cidade de Orchan, a segunda maior cidade de Turshec e o maior porto de Faralchar. O clima do Reino Branco é predominantemente Temperado. Em exceção ao deserto de Sin-Ol e as montanhas das águias cujos topos geralmente estão cobertos por neve.

A Torre de Ermaras

Este grande monumento iniciou sua construção no ano 35 da Segunda Era e só foi concluída no ano 518, entretanto a torre está sempre em expansão. Isto se dá porque a torre é muito mais do que uma maravilha arquitetônica, é também uma maravilha arcana. A torre é somente uma passagem para outras dimensões, que juntas formam a real Torre de Ermaras. A deusa da magia ficou muito lisonjeada pela homenagem dos mortais e envia sempre um de seus filhos mais dedicados e poderosos para assumir o andar superior da torre para administrá-la da melhor maneira possível. A torre é dividida em nove andares principais, diz-se andares somente por simplicidade pois nem sempre eles são fisicamente definidos. O primeiro andar é o Andar Geral, onde estão a maior parte dos livros conhecidos de Faralchar; o acesso é permitido para todo o público, por isso o nome. O segundo andar é o Andar das Pesquisas, onde ficam os escritórios e laboratórios dos pesquisas (de magia ou não) e seus responsáveis; nesse andar o acesso é restrito para convidados dos pesquisadores e administradores da torre e a biblioteca é mais aplicada a magia e suas nuances mais focadas. O terceiro andar é o Andar das Reuniões e é nele que ocorrem os mais importantes encontros da sociedade mágica, assim como torneios de magia; o acesso é restrito somente em ocasiões especiais, geralmente para certos convidados e não existe uma biblioteca fixa local. O quarto andar é o Andar das Plantas, nesse andar estudam-se e estão catalogadas todas as espécies conhecidas do reino vegetal; o acesso é restrito. O quinto andar é o Andar das Feras, aqui se estudam e catalogam todos os monstros conhecidos, vivos ou já extintos; o acesso é restrito. O sexto andar é o Andar dos Mortais, onde está catalogada toda a história conhecida e praticamente toda a desconhecida da Segunda Era de Faralchar; o acesso é restrito. O sétimo andar é o Andar dos Deuses, onde se encontra todos os documentos provenientes da Primeira Era e de tempos anteriores; o acesso é restrito. O oitavo andar é o Andar dos Segredos onde estão guardados todos os segredos de Faralchar, aqui diz-se morar o maior oráculo mortal de sua época e todas as suas profecias; o acesso é restrito. O nono andar é o Andar do Administrador Geral, onde se encontra o atual Filho de Ermaras e somente as pessoas mais importantes são permitidas aqui. Os andares se interligam por escadas transdimensionais que podem levar de um andar para qualquer um dos outros, se o usuário tiver permissão. A partir do 4º andar, o acesso é totalmente restrito e deve ser plenamente documentado, permitido pelos administradores e muitas vezes observado. Os administradores são escolhidos pelo Administrador Geral e são proibidos de sair da torre. Também são proibidos de deixar o local os pesquisadores dos andares quatro a oito. A torre e os livros são protegidos magicamente contra roubos e danos internos.

O Lago Númel

O lago possui um ecossistema subaquático único e merece ser descrito. Sob suas águas, existem criaturas aquáticas que não são encontradas em qualquer local do mundo. Existem ainda criaturas inteligentes abaixo do lago (sua existência é realmente verdadeira, mas difícil de ser provada, já que eles vivem muito abaixo do que um mortal poderia mergulhar sem magia) e elas tem suas civilizações. A política desse povo é simplesmente deixar quietos os habitantes da superfície enquanto eles mesmos são deixados em paz. Existe um líder para a civilização que é escolhido entre os anciões pelos habitantes mais importantes (praticamente nobres).

Fardon

A capital do Reino Branco é a maior cidade do mundo e merece uma atenção especial. A população é muito variada, de todas as maneiras possíveis: orcs, elfos, anões e humanos se encontram na taverna para beber, nobres e camponeses esbarram-se no meio da rua geralmente causando confusão para estes, pessoas de bem comerciam com assassinos sem saber. Existem quatro localidades importantes a serem citadas, sem contar o Castelo Branco: o bairro alto, a periferia, o mercado e o esgoto. O bairro alto é onde os nobres têm suas mansões, as melhores estalagens cobram seus absurdos e os grandes templos elevam suas torres. A periferia é onde os camponeses dormem antes de continuar seus trabalhos no próximo dia, onde os pequenos comerciantes ganham seu pão costurando ou forjando, onde pequenos bares alegram a noite de quem não tem muito dinheiro para gastar e onde Tullï enviou seus servos para ajudar os necessitados. O mercado é o lugar onde mais se encontram pessoas durante o dia, ele abre no primeiro raio de sol e termina suas atividades bem depois de ele se pôr, ao redor do mercado existem as praças, um dos poucos lugares que se pode encontrar verde em Fardon; o mercado comercializa tudo e pelos mais imprevisíveis preços e eu formato é um gigantesco círculo de chão de pedra exatamente no meio da cidade. O esgoto de Fardon é subterrâneo e abriga muito mais do que sujeira para ser levada para o rio Númel, lá estão os refugiados das dívidas, os corpos das vítimas, os comerciantes escusos e as lâminas invisíveis de hábito noturno. Essa é Fardon.

Mapa

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