53 - Reino Thandorl: Xogunato Thadoroshi.

Um dos reinos mais interessantes de Faralchar. Toda a sua cultura e sociedade são completamente diferentes do resto de Hyralfen. Essas características só são compartilhadas pelos dois reinos ao sul, Khanato Unst e Xogunato Thandoroshi, e mesmo assim só em parte. Nessa região vivem os honrados samurais, guerreiros da honra e versados em filosofia, e os temidos ninjas, assassinos sombrios possuidores de poderes místicos. Também lá surgiram os Elementalistas ou Espiritualistas, que são os representantes místicos. A magia em Thandorl tem um conceito e crença completamente diferente do resto de Faralchar e, por isso, funciona de maneira diferente também.

História

Quando os humanos primeiramente surgiram em Faralchar, por criação de Dharilon o deus esquecido, existiram vários focos de suas aparições. No nordeste de Hyralfen surgiram humanos com feições retas e olhos estreitos, um pouco mais baixos que o resto dos descendentes dos outros focos. A região era praticamente toda plana e relativamente pobre em recursos minerais. Isso, associado com um toque do destino, fez surgir uma sociedade solidária, com casas feitas principalmente de madeira e barro, com alguns enfeites em papel (como portas e janelas). Com o passar do tempo, a ganância dos humanos cresceu e eles elegeram um imperador, ou Xogun na língua deles. Não se têm muitos documentos confiáveis daquela época, então não seria surpresa se o Xogun fosse um guerreiro que submeteu seus iguais a sua vontade, o que explicaria o comportamento bélico e as brigas internas entre as famílias que alcançaram o poder.
Durante toda a sua história, Thandoroshi dificilmente teve um Xogun altruísta, o que levou à economia uma estagnação de eras e aos conflitos internos que são constantes, principalmente no momento da morte do governador. Muitas famílias acreditam que têm o direito ao trono do reino, mas poucos conseguem esse direito por métodos direitos. Isso fez com que os Xoguns usassem os guerreiros especiais para sua defesa e como tropas de elite de seu reinado. Conforme os Xogunato passam, Ninjas e Samurais alternam-se nas graças do imperador, o que também levou à inimizade entre as duas classes marciais.
Na início da Era dos Mortais, o Xogunato Thandoroshi envolveu-se em diversas guerras contra o Khanato Unst e precisou contar com suas barreiras geográficas, as Colinas Zokei e o Deserto Khanai, para manter sua integridade territorial, mas não pôde evitar a cisão com um grande território no sul (que formou o Xogunato Orochin). A tensão nas fronteiras sul é sempre existente e alguns conflitos que poderiam ser evitados não o são devido ao desinteresse de alguns Xoguns, que encaram seu cargo como status e não como líder de um país.
Nenhuma criatura não humana nasce em Thandorl e, quando são visitantes, são tratados com xenofobia pois são confundidos com espíritos malignos e demônios.
A sociedade é baseada quase unicamente na estrutura familiar. No entanto, a maioria das famílias é patriarcal, mas um número considerável é matriarcal. As famílias são muito preocupadas com sua reputação e muitos conflitos entre famílias existem desde épocas imemoriais. Como já foi dito, esses conflitos intensificam-se entre as famílias mais ricas na transição de poder.

Política

O Xogun centraliza todo o poder político e militar sob suas garras. Ele divide o reino em cinco regiões, uma para cada ponto cardial e uma para o centro, e dá cargos de governadores para seus mais chegados. Os governadores são responsáveis pela arrecadação de impostos, fiscalização e punição. O povo mais pobre sofre nas mãos dos governantes e os odeiam, mas não têm poder para enfrentá-los. Samurais e Ninjas também devem fazer parte de famílias ou clãs que são responsáveis pelo seu treinamento. Cada vila ou região tem seu Senhor, que é como um Governador local e responde a este e ao Xogun. Senhores são, em geral, os patriarcas da família mais rica local. As transições de poder entre Governadores e Senhores são quase tão acirradas quanto as do Xogun.

Lei

O conjuntos de leis de Thandorl favorece os ricos e açoita os pobres. É lei que todo cidadão deve dar cinco por cento de seus lucros para o Xogun e dez por cento para seu Governador e a mesma quantidade para seu Senhor. As punições geralmente são severas e sujeitas à determinação do governante em questão. Assassinatos são permitidos se forem cometidos com um “motivo honrado”, que é julgado pelo governante. Os aldeãos ficam sempre à mercê dos caprichos do governante local e muitos são humilhados e massacrados sem ter chance de revide. Quando a jurisdição de um governante é dúbia, conflitos sociais começam entre as famílias, mas geralmente aquele que oferece o maior suborno ganha, ato que é muito comum em Thandorl e não considerado como um crime na maioria das vezes.

Economia

A economia dos Thandorin é voltada quase que inteiramente para a sobrevivência. Plantações de leguminosas são as mais comuns no reino juntamente com a pesca. A produção de tecidos é um campo que Thandorl destaca-se, focado principalmente na seda fina para a exportação, um dos únicos produtos que não é totalmente aproveitado no mercado interno. O comércio é fraco e local, baseado em excedentes da produção ou lojas de produtos comuns, como ferramentas e tecidos, todos vendidos no mesmo estabelecimento. Os metais preciosos têm preço aumentado em Thandorl devido a sua escassez, o que faz a moeda local (hin) seja desvalorizada em relação aos outros reinos. Uma peça de ouro equivale a cinco hins e uma adaga, por exemplo, custa 9 hins. Durante a transição de Xoguns, a economia tem uma queda ainda maior, geralmente causando fome e fechamento dos portos.

Idiomas

O idioma oficial é o Thand e dificilmente um Thandorin tem a oportunidade, ou a necessidade, de aprender outra língua. A grafia Thand é composta de uma simbologia diferente e complexa, exigindo que um estudante use o dobro de esforço para aprendê-lo (usa dois idiomas adicionais ao invés de um). Os portos geralmente possuem tradutores que ganham a vida intermediando as conversas de negociantes estrangeiros e locais.

População

O Thandorin é alguns centímetros mais baixos do que o humano do fogo de Hyralfen e possuem olhos estreitos e pele amarelada, beirando a palidez. Mulheres passam a ser respeitadas quando atingem 35 anos e os anciãos são tido muito em conta. As famílias são extremamente unidas e geralmente grandes. Em tempos mais antigos, não era incomum vilas inteiras compostas da mesma família. A reputação é extremamente importante, pois são seguidas de casamentos favoráveis e facilidades com nos negócios e com os governantes. Famílias com má reputação são tratadas como escória, perdem a maioria de seus clientes e passam fome. O Thandorin, em sua maioria, é solidário com viajantes gentis e feroz contra os rudes. É uma pena, porém, que ele seja um povo facilmente dominado pela ganância e sede de poder, gerando governantes autoritários e desinteressados.

Lendas

Dizem que todo Thandorin vai para o inferno quando morrer e lá sofre uma punição de acordo com sua vida e depois volta para o mundo dos mortais como um espírito e sua segunda existência decide se ele voltará para uma jornada eterna no inferno, é condenado a vagar entre os mortais ou vai para o paraíso. Outra lenda comum é sobre a mensagem dos espíritos que sussurram para aqueles que sabe ouvir sobre o futuro, o passado e o presente. Existe uma lenda bastante interessante que diz que aquele que é responsável pela morte de uma criança, de uma mulher virgem ou de um ancião, é imediatamente condenado a vagar como uma alma penada e seu corpo decai por sete anos até chegar a um estado morto-vivo. Uma lenda muito importante é sobre a corrupção de um Xogun que supostamente trocou sua alma pela de um demônio no início da Segunda Era, o Imperador Demoníaco e que, sob seu reinado, Thandorl quase caiu nas mãos do Khanato pois ele não se importava nem um pouco para seus soldados ou para estratégia. A lenda diz que ele foi derrotado por um samurais que era abençoado por Askardin. Dizem que o Monte Korenai só existe pois na Era dos Deuses era uma fortaleza de Askardin que desmoronou e virou uma Montanha.

Locais Importantes

Hawazi é a capital do reino e lar do Xogun. Uma extensa muralha cerca a enorme mansão do Xogun, evitando o contato entre este e pessoas menores. O Pico do Norte é a montanha mais alta de Thandorl e dizem que muitos espíritos as habitam, o que faz com que alguns peregrinos busquem o local para conseguir milagres e conselhos dos Elementalistas locais. O mesmo acontece com o Monte Korenai, uma montanha solitária. O Deserto Khanai é um local dito assombrado, nenhum Thandorin em plena consciência atrever-se-ia a atravessá-lo ou abrigar um viajante que veio daquela direção. Os Sete Picos, ou Sete Picos dos Sensei, são conhecidos pela concentração de centros de treinamento filosóficos e militares e protegem os segredos marciais de Thandorl. As Ruínas do Aprendizado é o que restou da cidade chamada Dehan que foi destruída depois de um confronto entre ninjas e uma coalizão entre monges e samurais, conflito este que durou quase um ano.

Religião

Os dois principais deuses venerados no Xogunato desde seus primórdios são Askardin e Tarnlorvor. Os elementos, para os Thandorin, são a base de tudo que existe e se combinam com o Espírito para formar a vida como ela é. Por isso, o papel do Elementalista é tão importante. Eles representam não só as artes místicas de manipulação dos elementos e dos espíritos, mas também são líderes religiosos e espirituais.

Curiosidades

As magias arcana e divina convencionais são quase inexistente em Thandorl e toda a magia que não tenha um descritor Elemental (como [Fogo], [Frio], [Ácido] ou alguma exceção criada pelo mestre) têm 70% de chance de falha e, mesmo se funcionar, causa no conjurador um dano em sua habilidade chave de conjuração igual ao dobro do nível da magia. O mesmo se aplica a rituais, mas criaturas sobrenaturais podem conjurar qualquer tipo de magia que possuam. Elementalistas não são afetados por esse efeito.

Geografia

O território de Thandorl é praticamente plano. O clima é temperado, mas no inverno é muito frio devido à proximidade com Crionashtur. Os limites no sul, que protegem os Thandorin e sua cultura, são o deserto Khanai com o Reino Unst e as Colinas Zokei com o Xogunato Orochin. Os rios Yzawa e Tyromi servem como principal meio de escoamento de mercadorias e o solo pantanoso em suas margens é usado para plantações de leguminosas, além da pescaria. As florestas do norte, Branca e Xá-May, são formadas principalmente de pinheiros. O Korenai é uma abominação geográfica e calcula-se que ele surgiu na Primeira Era.

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