58 - Reino Norodi-Ast-Kardin: O resquício dos Domínios da Guerra.

O reino dedicado ao deus da guerra é bastante simples em estrutura. Os grandes generais dominam tudo e todos, desprezando qualquer um que não siga os caminhos da batalha e/ou não sejam versados neles. O Reino foi um dos primeiros a ser formado depois da Expulsão dos Deuses e certamente o primeiro no leste de Faralchar.

História

Quando Arcond conseguiu expulsar Askardin do plano material, seus seguidores foram tomados por uma sede de vingança inabalável. Ao contrário dos outros países, não foram os bárbaros que dominaram o reino Norodi, mas ele próprio foi construído na lei do mais forte e da batalha. O intuito era manter os ensinamentos do deus bélico por mais vinte mil anos, e ele foi atingido. Norodi era um sacerdote de Askardin que, dadas suas habilidades em combate foi o primeiro Sumo Sacerdote do Deus da Guerra na Segunda Era e o rei do território que manteve. Sob o seu comando, os exércitos remanescentes uniram-se para delimitar e proteger fronteiras que foram mantidas por toda a Segunda Era. Os meios eram simples: a guerra é sagrada e as leis rigorosas. Norodi manteve a maioria dos fortes usados pelo Senhor Bélico que ainda estavam em pé e construiu tantos outros. Na verdade, todas as cidades de Norodi-Ast-Kardin são fortificadas e todos os seus habitantes treinados como soldados. Muitos guerreiros e interessados em artes marciais são atraídos para o reino em busca de artes secretas e treinamento excepcional. Enquanto os bárbaros dominavam os reinos vizinhos, os reis de Norodi mantinham seu território com mão de ferro, evitando que qualquer tipo de invasão fosse bem sucedida ou que durasse mais de uma semana. Os maiores inimigos do reino são os magos guerreiros do norte, que uniram magia a conhecimentos bélicos exemplares. Como recompensa por seus atos heróicos, Askardin deu à linhagem de Norodi uma aptidão de batalha, de modo que eles pudessem reinar sem intrigas políticas ou desafios intransponíveis. A linhagem de Norodi, os Filhos da Guerra, são sempre exímios guerreiros de nobreza incomparável.

Política

O Rei é o Senhor das Batalhas. Ele nomeia quatro Generais subordinados que são os melhores em sua arte. Eles agem como governantes secundários e errantes, visitando cidade atrás de cidade resolvendo problemas e agindo como juízes quando necessário. Cada cidade fortificada tem seu Comandante, que atua ao mesmo tempo como líder político e militar. Quando um conflito irrompe, logo todos os envolvidos pegam em armas e lutam com afinco, tornando desafios bélicos bastantes comuns mesmo entre civis. Na maioria das vezes, graças à sorte ou Askardin, aqueles que têm razão vencem.

Lei

Todo adolescente deve passar por treinamento militar integral, entre os doze e quinze anos. Os mais fracos morrem e somente verdadeiros soldados chegam à vida adulta. Todos os conflitos de interesse permitem que a disputa seja em armas e não em palavras se ambas as partes concordarem, e elas podem escolher um arauto para lutar por elas quando inaptas (geralmente os inaptos são velhos ou mulheres). Roubos leves são punidos com mutilação e graves com a morte. Blasfemar contra o nome de Askardin resulta em expulsão do reino. Deserção, de batalhas ou do serviço militar obrigatório, é punida com a morte. Não há distinção entre homens e mulheres, ambos são soldados em potencial. Todos os habitantes devem portar consigo um símbolo de Askardin com a palavra “Helom” talhada atrás, que indica que eles são do reino e podem transitar sem problemas; quando entra em uma cidade diferente, os guardas dos portões exigem ver esse símbolo, que serve também como um passaporte para habitantes de outros reinos.

Economia

A economia do Reino de Norodi é principalmente voltada para o consumo interno, mas o ramo de exportação de material bélico é bastante desenvolvido. A cordilheira Marrom é o principal fornecedor de minerais; o ferro e o carvão são abundantes lá. O Rio Hadon é o principal meio de escoamento de produtos e pessoas, sendo protegido em todo o seu percurso por barcos militares.

Idiomas

O principal idioma é o comum. Outros idiomas são incomuns e até raros. Todos os habitantes apresentam-se com a saudação “Kardin Alast” que significa “A Guerra Vive”. Quando despedem-se de um bom amigo, aliado ou cliente importante, o povo sussurra “Helom” que significa simplesmente, ironicamente, paz. Quando um desconhecido ou estrangeiro suspeito quer mostrar-se amigo ele grita “Helom” antes da saudação convencional.

População

O povo de Norodi é duro e, na maioria das vezes, com músculos avantajados. Isso é resultado principalmente do treinamento militar. Os Filhos da Guerra e seus descendentes são tratados com deferência e carregam uma tatuagem com o símbolo do Deus Bélico e o nome do rei do qual descendem. Os místicos das artes arcanas e naturais não são bem vistos, mas não sofrem represálias sem motivo. Clérigos de Askardin são tratados como nobres e quase tão bem quanto os Filhos da Guerra. Anões são comuns, principalmente nos arredores da Cordilheira Marrom e elfos selvagens perambulam pela Floresta das Cinzas e possuem um forte em Meist.

Lendas

Muitas lendas sobre batalhas e heróis andam pela boca do povo de Askardin. As Ruínas do Primeiro templo de Askardin são consideras sagradas e dizem que lá há uma arena mística que pode transportar os vencedores de dez disputas seguidas para o Plano da Guerra. As Florestas das Cinzas são consideras assombradas por almas que ali morreram e monstros que só verdadeiros heróis podem derrotar. Os bardos cantam que no fundo do Lago Mahan existe uma passagem para forjas há muito esquecidas, construídas por anões para glorificar o Deus da Guerra. A Planície das Grandes Batalhas é o local mais sagrado, mesmo acima do Primeiro Templo, pois ali foram enterrados os mais bravos guerreiros seguidores de Askardin e dizem que lá existe um exército do espírito desses guerreiros. Todo soldado que se preza almeja ser aceito neste exército e ter seu corpo enterrado ali. As Ruínas Jem são o que sobraram de uma batalha contra os dragões e dizem que um gigantesco Dragão Dourado vive lá, mas ninguém que se aventurou por ali voltou vivo, o que faz tremer até o povo bélico de Norodi.

Locais Importantes

O Grande Palácio de Askardin, conhecido como Helomas (“Paz Conquistada”), é a maior cidade fortificada de Faralchar e serve como capital para Norodi. O Forte Um-Zein é o segundo maior forte do reino, devido a sua proximidade com a terra proibida dos dragões e muito conhecido mundialmente por ser um lugar onde se encontram os melhores dos Caçadores de Dragões. Jinori é conhecida por ser a cidade de onde vem o melhor aço de Hyralfen, perdendo apenas para as minas anãs em Crionashtur. Em Mahan situa-se uma das raras minas de adamante e muitos forjadores vivem lá, tornando-se um ponto turístico para quem procura uma arma formidável. O Forte Norodi foi o primeiro a ser construído na Segunda Era e é o local onde se encontra o túmulo do Primeiro Rei.

Religião

Como já era de se esperar, o culto de Askardin é extremamente intenso. O culto de outros deuses é completamente secundário, geralmente como complementar ao culto à Guerra. Os deuses mais comuns são Tullï, Hurst, Hartol e Norgar.

Curiosidades

Todas as cidades possuem, em seu centro, o quartel general do serviço militar obrigatório, mas os cadetes têm um treinamento intenso nos arredores das cidades, passando por fome, sede e torturas. Na primeira noite de cada ano, todos comemoram a Festa das Lâminas, na qual há muita bebida e campeonatos bélicos. Quando uma cidade não pode comportar mais habitantes, uma nova muralha é construída para ampliar os limites das cidades, fazendo com que estas tenham vários níveis entre as muralhas. Quando os Generais são desafiados a um duelo, eles são obrigados a aceitar; se forem derrotados devem dar sua arma principal ao vencedor.

Geografia

Norodi-Ast-Kardin é composto por um terreno acidentado mas razoavelmente plano. Grandes platôs de baixa altitude existem, tendo sido gerados por batalhas épicas da Primeira Era. A Cordilheira Marrom corta o reino de norte a sul, tornando difícil a travessia, tendo como melhor caminho o rio Hadon.

Planície das Grandes Batalhas

Todo guerreiros que se julga digno pode tentar ser aceito pelos espíritos dos grandes guerreiros que foram enterrados ali. Para isso, todo um ritual deve ser seguido à risca. O candidato deve ser separado de sua arma no momento de sua morte. Seu corpo deve ser carregado por seu mais preparado aprendiz por um lado do cemitério que fica ao norte do Forte Norodi. Sua arma deve ser levada por seus mais estudiosos pupilo da direção oposta. Esse é o primeiro teste, eles devem se encontrar de direções diametralmente opostas para que o candidato tenha a chance de ter seus feitos exultados nas estrelas. Quando se encontram, o aprendiz deve tomar a arma do mestre e enfrentar o segundo desafio: derrotar espíritos da guerra selecionados para tal confronto. Se vencer, a alma do candidato é julgada pelos espíritos dos Grandes Reis da Guerra. Caso seja finalmente julgado digno, uma tumba de pedra branca erguer-se-á sob seu corpo que também será transformado em pedra juntamente com sua arma. Aquele é um solo consagrado por mil batalhas e todos os enterrados ali chegam com grande honra nos Salões de Askardin, integrando-se ao seu exército imortal.

Mapa

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