Excertos sobre os Eissar

Abaixo estão os principais conteúdos dos livros e cartas que Ula - antes conhecida como Ulara Kein-al-Eiss, última Rainha dos Eissar - entregou a Laciel Crowe.

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Dos Altos Elfos

Por Linara Kein-al-Eiss
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Não é de se espantar que os humanos, os nossos novos e enxeridos vizinhos nos chamem de elfos do mar, afinal as guelras e a coloração de nossa pele com certeza nos faz parecer, aos olhos deles, como uma adaptação aquática de nossos “primos” do Sul. Mas as orelhas pontudas, apesar de as nossas serem muito mais próximas da cabeça do que o normal para um elfo, é um dos poucos traços que partilhamos.
Em minhas viagens com alguns exploradores mais receptivos, cheguei a conhecer os tais elfos, que mesmo em seu continente – Ashtüren – possuem diversas sub-raças, e pouco vejo semelhanças entre nós. Os altos elfos, com os quais tive mais contato, são bem menores em estatura que um Eissar comum; seus olhos são muito mais estreitos e de coloração clara, enquanto os nossos são mais “esbugalhados” (como já ouvi falar, e não de forma respeitosa) e costumam ter cores mais escuras, algumas vezes não se distinguindo íris de retina; seus dedos são mais finos, bem delineados e ágeis, sendo este traço o que eu julgo mais belo nesta espécie a nós aparentada, especialmente nas elfas; suas orelhas são pontudas como as nossas, mas suas pontas estão razoavelmente mais afastadas do crânio enquanto as dos Eissar são praticamente coladas a este e seguindo sua curvatura.
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A cultura dos altos elfos é razoavelmente parecida com as nossas: eles possuem nobreza e poucas outras castas, estas que mais se diferenciam entre as profissões escolhidas; o Rei, Elmerhein, parece ter um grande conhecimento sobre o arcano e tivemos longas discussões que podem eventualmente se tornar outro livro. Existem também diferenças: apesar de partilharmos o talento nato para o arcanismo, pouquíssimos altos elfos se dedicam às artes mágicas, se comparados aos Eissar; este fato me impressionou de início, afinal até entendo que os humanos em sua vida sempre apressada e incapacidade mental não se dediquem à magia, mas outros elfos que não se importam com ela é quase abominável; outro ponto de diferença é que eles fazem distinção exagerada das artes mágicas, separando em três tipos distintos – magia arcana, natural e advinda da fé nas divindades – enquanto para nós as artes mágicas são partes de uma só coisa.
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Dentre os Altos Elfos, à parte do Rei, não encontrei outro mago, clérigo ou druida – como eles fazem questão de separar – que chegue sequer perto de meus conhecimentos. Sobre o soberano, entretanto, notei que sua vida foi muito prolongada se comparada a um elfo comum (mesmo um Eissar), já que vi anotações e gravuras que comprovam que ele possui pelo menos três mil anos, o triplo que um Eissar costuma viver, algo que devo analisar mais a fundo num futuro próximo.
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Esta noite descobri que existe uma cidade secreta debaixo da capital élfica, Mëlleron. Deveria dizer, porém, que é um conjunto desordenado de construções encravadas na pedra para abrigar trapaceiros, assassinos e bandidos de toda estirpe. Seus habitantes, em maioria, são elfos de coloração escura que contrasta com seus cabelos beirando ao branco da platina, os drow. Eles parecem quase tão ligados à magia quanto nós ou os altos elfos, mas adaptados a um ambiente subterrâneos, como nós somos adaptados ao mar. (…) Descobri que nesta cidade secreta existe um difuso comércio de contrabando e coisas piores, incluindo também itens e componentes mágicos, o que, devo admitir, muito me interessou.
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