A Confederação do Comércio

Formada pela união dos mais poderosos comerciantes de Faralchar, a Confederação do Comércio começou, e tem maior importância e atuação, em Asfária – o continente Arquipélago. Com o intuito de criar um sistema seguro de compra e venda de produtos e possibilitar maior segurança e autonomia em relação aos governos e demais instituições não governamentais, os altos comerciantes assinaram diversos termos de ajuda mútua.

O primeiro termo assinado data de meados dos anos 3.500 da Segunda Era e tinha como prioridade padronizar os preços pagos para seguranças marítimos, pois na época os ataques piratas se intensificaram e as marinhas, governamentais ou não, cobravam preços impraticáveis por serviços de proteção. Prevendo prejuízos gigantescos, os alto comerciantes ameaçaram paralisar seus serviços a não ser que conseguissem um valor justo e padronizado por serviços de segurança. Tal medida desestabilizou todo o sistema socioeconômico de Asfária por cerca de um mês, até que os governos perceberam que seriam os maiores prejudicados pelo comércio parado (afinal, Asfária possui a maioria de suas regiões focadas em atividades específicas, dependendo de comércio externo para suprir todas as necessidades), resolvendo por apoiar o ato. Este foi o primeiro passo para a Confederação do Comércio e ficou conhecido como Tratado dos Navegantes Temerosos.

Com o tempo, as guildas e altos comerciantes criaram mais e mais termos que deveriam ser aceitos e executados por seus integrantes, formando, menos de cem anos depois a Confederação do Comércio.

A Confederação é nada mais que uma associação de representantes das mais variadas guildas e grupos importantes, além dos altos comerciantes (que são os donos de grandes navios, banqueiros, vendedores e colecionadores de arte, etc), que age de maneira independente dos governos para garantir um comércio fluido e rentável. A Confederação reúne ordinariamente, em reuniões anuais, seus principais colaboradores para discutir seus ofícios e determinar os rumos a serem seguidos nos anos vindouros.

Mesmo que de modo sorrateiro, a Confederação do Comércio sempre acaba interferindo nos governos e em outras guildas ou associações não parceiras, especialmente em Asfária. Dizem, inclusive, que a Confederação faz tratos até com piratas para que estes não ataquem seus navios em troca de receberem informações privilegiadas de rotas de comerciantes não filiados.

Afiliação

A Confederação do Comércio é uma organização destinada aos grandes comerciantes, então a maioria dos comerciantes não chegam a participar de suas reuniões ou decisões. Entretanto, muitas guildas se associam à Confederação, possibilitando que os comerciantes mais modestos possam aproveitar, de pelo menos parte dos benefícios oferecidos pelos confederados.
Um alto comerciante, porém, pode muito bem tentar se afiliar à Confederação do Comércio, pagando uma taxa de admissão de 5.000 POs e uma mensalidade de 500 POs. Mesmo aceitando pagar os preços, todavia, a Confederação executará um estudo dos antecedentes e títulos do alto comerciante, analisando os seguintes pontos:

  • Fluxo de Caixa: Nenhum comerciante com movimentação mensal mínima de 50.000 POs costuma ser aceito.
  • Antecedentes: A Confederação costuma consultar os maiores clientes do comerciante, assim como seus maiores fornecedores, além de seu relacionamento com o governo local (como pagamento de impostos) e transações notáveis. Comerciantes com claras ligações com negócios ilegais são imediatamente negados, assim como profissionais não costumam manter sua palavra.
  • Títulos: Os títulos são analisados com esmero, pois são basicamente o resumo dos antecedentes do comerciante. Um comerciante que tenha se destacado no comércio local provavelmente recebeu algum título de nobreza ou ao menos um certificado de Protetor do Reino (ou documento semelhante).

Regras

A Confederação exige de seus afiliados algumas obrigações que, caso descumpridas, geram certas penalidades.

  • Prestação de Contas: Os confederados devem se apresentar anualmente a um posto de atendimento para confirmar seu compromisso com a Confederação e mostrar que ainda apresenta os requisitos de afiliação.
  • Cordialidade: A Confederação exige de seus afiliados cordialidade entre si. Entrar nos negócios de outro confederado sem permissão é considerado um ato rude e punido com barreiras comerciais aos seus negócios (o que costuma gerar muitas perdas). Negar um pedido razoável de um irmão confederado também é considerado rude, mas todos os pedidos são tratados como negócios.
  • Unidade: Todos os confederados podem ser solicitados pelos conselheiros regionais (geralmente afiliados) a realizar serviços diplomáticos, que não devem ser ignorados. Todo afiliado deve agir com distinção dentro ou fora de seu ofício, pois os membros da Confederação falam pela própria Confederação.
  • Razoabilidade: Os afiliados devem cobrar preços justos e evitar explorar demasiadamente da mecânica comercial, a não ser que por determinação da Confederação.

Benefícios

Os filiados à Confederação do Comércio acabam adquirindo grande status em seu ofício, além de outros benefícios – nem todos palpáveis.

  • Serviços: A Confederação tem laços estreitos com os governos, especialmente em Asfária, então não é incomum que os confederados recebam descontos em serviços como de proteção e transporte. Muitas guildas de não comerciantes são também associadas à Confederação, permitindo aos afiliados acesso a contatos e descontos em seus serviços.
  • Favores: Os confederados costumam apresentar relações de cordialidade entre si. Tal comunhão facilita o mercado de favores entre os afiliados, especialmente no quesito empréstimos e empreendimentos conjuntos (joint ventures).
  • Conhecimento: Nas reuniões anuais da Confederação do Comércio, os afiliados discutem o ano que se passou, determinando os erros e acertos cometidos e determinando os rumos comerciais para o próximo ano. Estas reuniões costumam fornecer informações privilegiadas, como qual segmento irá valorizar, que com certeza serão explorados pelos afiliados participantes.

Postos de Atendimento

Por ser uma organização que atende, em maioria, outras organizações, a Confederação do Comércio não costuma ter postos de atendimento próprios. Uma exceção é na cidade Fudjin – capital do Reino de Fud-Arar, onde a Confederação surgiu – que possui uma grande sede da Confederação, que serve como posto de negócios e para as reuniões anuais da Confederação.
Em geral, os prestadores de serviço da Confederação (sendo eles afiliados ou contratados) costumam manter um escritório nas guildas regionais ou em prédios governamentais. Nestes postos, pode-se fazer pedidos de afiliação, solicitar serviços, realizar denúncias e oferecer defesa ou pedir perdão por regras infringidas.

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