Inimigos do Oeste: Aventuras 26 Em Diante

O Inimigo do Oeste

[Aventura26] A Ascenção

Depois de um tenso encontro com o Vampiro Rei, os heróis novamente se encontraram no quartel general da Milícia de Prata nos esgotos abandonados da cidade de Fardon. Passaram-se alguns dias de espera para que uma nova ordem de Ythan surgisse e foi nesse momento de espera que Thorian percebeu um grande distúrbio mágico que em seus paradigmas pareceu mais um distanciamento dele e patrono, Hartol. Essa sensação foi compartilhada com todos os indivíduos sensíveis à magia, mas também em menor grau com todos os outros indivíduos de Faralchar.

E nesse momento de fraqueza, um indivíduo mal vestido bateu à porta do clérigo da honra. Incomodado com uma sensação parecida com a vez que fora trazido à vida, Lyan saiu de seu quarto no exato momento que Thorian atendeu o mendigo. Quando os três estavam livres de ouvidos indesejados dentro do quarto do clérigo, o homem mal vestido se transformara em uma espécie de anjo de feições severas e asas cinzentas em vestes prateadas. Ele se anunciou como o Mensageiro do Destino, uma entidade enviada por Lárin para explicar para eles o que estava acontecendo.

Segundo o anjo cinzento, tudo seria explicado a eles, pelo menos até o ponto que eles gostariam de saber, mas para isso deveriam ir para um local mais seguro. Dito isso, o ser caminhou até a porta e a abriu, mas não era o mesmo corredor do quartel general da Milícia de Prata que se encontrava através do portal, mas sim um local iluminado sem fontes de luz, um corredor marmóreo repleto de portas até aonde a vista alcançava e além. Thorian e Lyan seguiram o Mensageiro até uma porta aparentemente comum. Uma taverna comum porém completamente vazia se encontrava através.

Sentados em uma mesa qualquer, o anjo cinzento começou a explicar que o que acontecera fora um severo rompimento no paradigma mágico de toda Faralchar. Toda a magia perdera grande parte de seu poder. E, para os seguidores de deuses, seria comum a sensação de que seu patrono os tinha abandonado, principalmente para os clérigos mais poderosos; mas essa era apenas uma sensação inevitável, que não refletia exatamente a vontade dos deuses. Tudo isso era uma estratégia de contra-ataque contra as aspirações do Guardião dos Nomes, ou como ele se apresentava agora, Kerwal. O Mensageiro revelou que Kerwal queria fazer cumprir uma determinada profecia que envolvia tanto os heróis quanto o Culto Imortal e os Intocáveis, uma profecia ancestral que culminava com a ascensão do Tempo como uma divindade maior. Kerwal foi criado para organizar o Tempo como era conhecido desde o início da Primeira Era e os deuses temiam o que o Guardião dos Nomes poderia fazer como Senhor do Tempo, principalmente se ele convocasse mais uma guerra entre as deidades. Por isso os deuses se reuniram em um conclave que não acontecia desde a última revolta da Senhora das Sombras, reunião esta que constatou que era necessária uma medida drástica e imediata e, como os principais aliados de Kerwal eram poderosos seres mágicos, Ermaras foi obrigada a estreitar as conexões dos seres dos Planos Interiores com a magia e os Fios do Éter.

Por fim, o Mensageiro levou os dois heróis pelo Plano das Mil Portas até outra dimensão. Desta vez, Thorian e Lyan viram diante de si uma grande biblioteca com todos os títulos sendo nomes de indivíduos de Faralchar. Em cada um daqueles livros constava a história passada e futura de tais indivíduos, mas ao ver seu próprio livro, Thorian percebeu que sua história terminava naquele exato momento. O anjo cinzento então explicou que os heróis como eles não possuíam seus destinos pré-definidos, tornando possível sua interferência na profecia de Kerwal. Ainda, o Mensageiro dissera que deveria ser imparcial ao afirmar que nessa disputa de filosofias, todas as partes, inclusive os deuses, visavam apenas seus próprios interesses.

Enfim o anjo levou os heróis para o quarto de Thorian, voltou a sua forma de mendicante e desapareceu pelos corredores do quartel general da Milícia de Prata. Nesse mesmo instante, encontraram Ythan que disse que tinha para eles uma importante missão.

[Aventura 27] Atrás das Linhas Inimigas

Ao retornar à Milícia de Prata, os heróis se deparam com Ythan que lhes pede um favor: ir ao Reino Zan investigar seus moradores juntos da pistoleira Miran.
Com a pistoleira, os heróis adentram o Deserto Proibido. Depois de dias vagando nas areias, a magia lhes abandona e o chão começa a tremer, uma fumaça vem do sul aproximando-se dos protagonistas com rapidez alarmante. Um construto de feito de metal e muito longo vem na direção deles. É um trem.

Invadindo o trem, os personagens encontram resistência dos intocáveis em um vagão de carga. Além da carga, porém, encontram três soldados amarrados –Soki, Roland e Kardan seus nomes. Eles explicam que são espiões do Sindicato, uma organização criminosa que estranhou o salto tecnológico do Exército Zan, responsável pelos ataques em Hyralfen e uma espécie de esquadrão de elite secreto a mando do Rei Daez Ferud II. Kardan, descobrindo que o governo do Reino Zan trava um confronto secreto com o que eles chamam de crentes. Os espiões, então, concordam em levar os heróis até sua líder, em Toreheim.

Toreheim:
Depois de dois dias como clandestinos, os personagens observam conforme o trem Imperador se aproxima de um conglomerado industrial, como se centenas daquelas fábricas com as quais eles se depararam anos antes. Um turbilhão de cinzas cobrem o céu e dão ao ar um cheiro podre e intoxicante.

Kardan avisa que eles devem pular do trem antes que este chegue à estação, pois lá vários guardas revistarão todos os vagões.

Toreheim é uma cidade industrial, seu principal produto é vidro e aço forjado. Ou pelo menos é isso que pensam seus habitantes. Na verdade, o prefeito de Toreheim foi corrompido pelo Exército Zan para dar a estes passagem livre tanto física quanto empresarial, o que permite que a organização produza armas com a tecnologia avançada que conseguiram nos reinos do sul sem o consentimento do governo oficial e longe dos olhos da população.

Kardan se dispõe a levar a um quartel do Sindicato, este que segundo ele também é inimigo do Exército Zan. Ao chegar ao local, percebem que o esconderijo nada mais é do que um balcão abandonado na periferia de Toreheim, que abriga um número muito grande de pobres que não parecem estar prontos para um combate contra o Exército Zan.

Miran deixa o grupo, para investigar a fundo a central do governo, deixando aos heróis a tarefa de investigar mais sobre o Sindicato.

Kardan revela que o Exército Zan está tentando dominar o mundo lá fora, até então supostamente desconhecido para todos do reino. Diz também que o Sindicato é uma organização criminosa que fez seu nome ao constantemente roubar carregamentos de trens e, atualmente, querem derrubar o rei que tem atrapalhado os planos da organização. Para isso, infiltrou agentes dentro do Exército Zan, a fim de procurar descobrir como tal grupo conseguiu tanta tecnologia tão repentinamente e, se possível, tomar posse dela. E foi então que ele descobriu o mundo além do deserto, mas acabou sendo descoberto e enviado de volta para Zan como prisioneiro, por interferência de um homem vestido de negro (que os heróis assumem ser Kerwal). Ele conta que o Exército Zan chama os habitantes estrangeiros de crentes, por acreditarem piamente em deuses e magia, que nada os ajudou na guerra.

Kardan diz que ele foi enviado como espião por dois motivos, primeiro por ter cursado alguns meses na faculdade de Kadai e segundo por ser dispensável. Por este último motivo, ele não tem muitas informações sobre os reais chefes do Sindicato, mas ele lembra que quem o recrutou foi um amigo da faculdade. Seu nome era Mahairondelis, mas todos o chamavam de Mahai, e era um dos poucos alunos filhos de pequenos comerciantes que precisavam encontrar pequenos empregos para pagar a faculdade. Entretanto, Mahai era um gênio e conseguia dinheiro vendendo a autoria de suas pesquisas mais “comuns”, sua especialidade era mecânica.

Kardan apresenta os heróis para a chefia local do Sindicato: sua líder Mayu faz o que pode para conseguir manter seus homens e suas famílias alimentadas, planejando assaltos aos trens e grandes industrias locais; Jorhal é o engenheiro da célula, um homem forte e manco de uma perna sempre sujo de carvão e graxa e trabalha em um novo tipo de armamento para ajudar na luta contra os Zanin, ele também é cunhado de Kardan; Vik é o médico da célula e trabalha basicamente noite e dia para tratar dos feridos e doentes. Kardan também apresenta sua família: sua esposa Nara e sua filha Dhana.

Mayu, com as informações oferecidas pelos sulistas, decidide partir para Kadai para consultar com a cúpula do Sinticato. Então, indicado como líder, Korhal aceita a ajuda dos heróis com uma missão muito importante: Assaltar um conglomerado governamental que, segundo informações de seu agente Jhonny, produzia armaduras automatizadas que seriam usadas na guerra. Atacando o local, os heróis acabam por capturar Mahai, que diz que trabalhava para o Exército Zan, mas estava descontente com seus equipamentos sendo utilizados em uma guerra secreta. O gênio também decreta que o esconderijo do Sindicato de Toreheim será atacado em breve pelo governo. Ainda, enquanto Mahai se ocupou em destruir o conglomerado industrial, Azashi se depara com um tipo de inteligência artificial enclausurada em um dos exoesqueletos, decidindo por soltá-la.

O Exército Zan envia um batalhão com exoesqueletos, atiradores e operadores de lança chamas que ataca a célula sindicalista de Toreheim sem piedade. Uma tempestade irrompe no início da luta.

Durante a batalha, um tiro acaba acertando a filha de Kardan, Dhana, no pescoço. Kardan parte para cima de Thorian, implorando para que ele cure a menina antes que seja tarde demais.

É o desespero de Kardan em querer acreditar que muda a o paradigma mágico daquele momento. Os poderes dos personagens são reparados, mas Thorian não consegue curar Dhana pois não há nada que possa fazer, mas Vik toma o seu lugar e pede para que o clérigo e seus companheiros lidem com o Exército Zan.

Após derrotar o inimigo e conseguindo uma vitória muito mais importante que poderiam imaginar, os aventureiros voltam com Miran (que descobriu que um grande ataque está sendo planejado pelo Exército Zan) pela ferrovia sobre o deserto, levando Mahai e outros sindicalistas consigo. Mas Áster os estava esperando. Depois de lutar pelos céus com Thorian e quase mata-lo, ambos vão parar perto do vilarejo dos aborígenes que idolatravam o deus das tempestades. Thorian começa a ouvir seus apelos, primeiramente como sussurros e depois como gritos, lhe incentivando na luta. Algo, uma centelha, desperta dentro do filho da tempestade e a vantagem de Áster não parece mais tão óbvia.

Thorian também ouve os espíritos da tempestade que explicam que a corrupção que Áster está causando entre eles não pode continuar e que eles o apoiarão contra o Filho de Todos. Então, eles enviam para o clérigo um antigo companheiro: Khol. O cavalo agora é um ser inteligente, formado pela confluência de espíritos, capaz de cavalgar a tempestade, com o impacto de seus cascos como trovões sobre os céus, sendo renomeado de Senhor dos Trovões. Eles não conseguem derrotar Áster, mas Khol é capaz superar a velocidade do Filho de Todos.

Enquanto o Filho de Todos está preocupado com Thorian, Kerwal aparece para os outros heróis, oferecendo-lhes passagem rápida para Fardon.

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